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A PRÁTICA E ENSINAMENTOS ORAIS DURANTE O ZAZEN

Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 06 e 07/04/2016

15/04/2016

Aula e Seminário do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni

Aula 7

Seminário

Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 30 e 31/03/2016

01/04/2016

Aula e Seminário do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni

Aula 6

Seminário

Notas da Aula 5 do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 22/03/2016

30/03/2016

Aula 5

  1. Vamos dar um pulo no tempo e trazer um comentarista do século XXI para entrar nessa conversa de 25 séculos sobre o darma autêntico e a transmissão. Convocamos o Stephen Bachelor para nos ajudar. Vamos ler seu artigo “A Secular Buddhism” publicado no Journal of Global Buddhism vol.13 (2012, pp.87 a 107) (vou traduzindo ao ler, está disponível em inglês no http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0 e em http://www.globalbuddhism.org)

2. (leitura do artigo, da pág.87 à p.91)

Notas da Aula 4 do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 16 e 17/03/2016

Aula 4

O Primeiro Discurso de Buda

1. Páginas 32 a 34, depois o Sermão de Benares (36 a 37) (Buda e o Budismo, Maurice Percheron, Agir ed.)

2. As Quatro Tarefas que Enobrecem, a tradução de Bachelor para as 4 Nobres Verdades.

3. Aceitar a angústia, entender que vem das compulsões e abrir mão das compulsões, parar de escolher esse caminho, escolher os 8 caminhos de libertação.

Notas da Aula 3 do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 09 e 10/03/2016

Aula 3 – A vida de Buda: um tecido de lembranças e lendas

1. Não podemos entrar diretamente no estudo do Darma sem conhecer os fatos mais importantes da história real ou lendária da vida do Shakyamuni. Os episódios são simbólicos e se por um lado mostram lampejos do humano, por outro exemplificam a corporificação do Darma – o que mais tarde vai ser organizado na teoria dos três corpos (kayas) – nirmanakaya (corpo histórico, o Shakyamuni), dharmakaya (corporificação do Darma, o Buda cósmico) e sambogakaya (corpo da transfiguração). Estudaremos essa teoria mais adiante, por enquanto ficamos com a informação.

2. O lado humano tem características próprias, demonstradas pelo rompimento com a cultura tradicional: atividade vigorosa com o corpo (que não é mais desprezado), estar no mundo (samsara) para nele praticar, confiança na manifestação de um Si-mesmo. Isso se opõe à figura tradicional do asceta renunciante.

3. Nascimento de Sidarta tem várias datas, por volta de 556 a.C. . Teria vivido 80 anos, portanto falecendo por volta de 476 a.C. Foi contemporâneo, portanto, dos pré-socráticos. Segundo Batchelor, provavelmente estudou algum tempo na universidade de Taxila, no império Persa (atualmente no Paquistão), que mais tarde viria a se tornar um centro de estudos budistas. A questão da “globalização” pré-internet.

4. Páginas 22 a 25 de “Buda e o Budismo”, de Maurice Percheron (Ed. Agir, 1994).

5. Infância e adolescência – artes marciais, ciências, linguas conhecidas.

6. Profecias: príncipe ou asceta?

7. Amor, casamento, filho. Cuidado com a aplicação da visão cultural burguesa do século XX ao século VI a.C. na cultura indo-ariana do vale do Ganges.

8. Kapilavastu – as três visões. A quarta visão: a do bhikshu (mendigo, sem-teto) asceta tranquilo. Exemplo de alguém que tinha entrado no caminho da libertação, sua primeira etapa era a da renúncia: busca de um poder superior ao dos deuses, que aliás nunca salvaram ninguém da velhice, da doença, da aflição e da morte.

9. 29 anos – grande renúncia – corta os cabelos e vai para a floresta (simbolicamente fazemos isso na ordenação – corta os laços com a casta e a família).

10. Primeiro professor: Udraka Ramaputra. Aprende a não se mover, a dominar a respiração e a “jejuar como um inseto na má-estação”.

11. Segundo professor: Alara Kalaya, iogue da seita Shankya. Reconhece a futilidade das macerações: não é pela dor corporal nem pelos sentidos que se adquire a virtude e a libertação da angústia.

12. Com os sacerdotes brâmanes que ensinavam a busca do Atman/Brahman encontrou o que considerou crenças complicadas, frases feitas vazias de compaixão pelo humano.

13. Conclui então que tinha de buscar a libertação em si mesmo. Retira-se para Gaya. Meditar e vencer o próprio corpo era a tradição iogue ascética – derradeira etapa antes de atingir a santidade.

14. Mas essa não era a busca de Shakyamuni. Quando a sabedoria não chega e a própria razão começa a falhar, percebe que morrer assim não era libertação alguma, seria só a fuga final. Busca então comida, mendigando numa vila próxima, e cuida do corpo: banho e exercício. Encontra então uma figueira e arruma um assento de feno verde, faz um voto (pág. 31 do livro citado).

15. A tentação de Mara (2o. deus, depois de Brahma), o senhor das seis primeiras camadas do céu, da terra e dos infernos. Buda libertaria os homens?

Notas da Aula 2 do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 02 e 03/03/2016

Aula 2 – Marcos Históricos

1. Não é possível conceber um movimento espiritual isolado no tempo e no espaço. Qualquer nova tentativa empreendida pelo espírito humano a fim de penetrar mais a fundo nas questões concernentes à vida e morte é um elo numa corrente ininterrupta. Daí não podermos falar em Buda ou no budismo primitivo sem determinar antes o ponto em que se encontrava a cultura ou culturas nas regiões onde ele nasceu e adjacências, hoje incluídas na Índia e no Nepal.

2. Sidarta cresceu numa região onde os brâmanes ainda não exerciam poder preponderante: no séc. V a.C. nessa região ainda predominavam os cultos solares, e os chefes guerreiros da casta Kshatrya, que lutavam em surdina para não serem desapossados de sua autoridade pelos brâmanes, inclinaram-se naturalmente em favor das idéias do Buda, ele mesmo um Kshatrya, que tendiam a enfraquecer a casta teocrática rival.

3. O budismo não consiste, portanto, numa heresia, nem sequer na extensão ou renovação do bramanismo, mas sim num desenvolvimento paralelo de doutrinas, com forte influência recíproca. E na doutrina budista que foi codificada no século II d.C. podem ser percebidos traços do bramanismo antigo, assim como no hinduísmo do século VI d.C. vemos um tipo de bramanismo “budizado” (Maurice Percheron).

4. A história das culturas hindus começa no terceiro milênio antes de Cristo, com o estabelecimento de uma grande civilização urbana, a cultura de Harapa e Mohenjo Daro. Figuras mostram indivíduos sentados com pernas cruzadas diante de fogueiras, mas sem decifrar a escrita dessas culturas não podemos saber o que praticavam.

5. No início do segundo milênio antes de Cristo, populações arianas, vindas possivelmente do Cáucaso, começaram a penetrar no Vale do Indus, destruindo as cidades e submetendo os drávidas, primitivos moradores da região. Sua religião original baseava-se no culto de forças da Natureza, que pouco a pouco em alguns lugares foi evoluindo para a concepção de um princípio absoluto, a que deram o nome de Brahman. Sua evolução religiosa pode ser seguida através do estudo dos hinos sagrados ou Vedas, e dos tratados filosóficos, ou Upanishades, textos básicos do que viria a ser chamado pelos ocidentais de Hinduísmo.

6. Ao encerrar-se o período chamado dos Vedas (os Livros do Saber), por volta do ano 1000 a.C., as populações arianas foram se deslocando para o vale do Ganges e se misturando com as populações locais, já com a organização social em 4 castas básicas e muitas subcastas e os sem-casta. Os brâmanes compunham a casta mais privilegiada, e só por meio deles era possível obter-se uma vida futura feliz, com seus rituais e sacrifícios. O clã onde nasce Siddharta era provavelmente nativo da região de Kosala, na parte próxima ao Himalaia, e apesar de vassalos do reino de Kosala, já organizado nos moldes bramânicos, ainda era um clã praticante da antiga religião solar. Buda usa várias vezes metáforas com o Sol, a Clara Luz, etc., e não usa os termos bramânicos em suas falas.

7. Dois pólos opostos caracterizavam o Bramanismo naquele momento: Atman e Brahman. (v. pps. 9 e 10 de “Buda e o Budismo”, de Maurice Percheron, Ed. Agir, 1994). Os brâmanes ensinavam a crença nos deuses e a doutrina das vidas sucessivas a que todos os seres estavam submetidos, a transmigração ou metempsicose ou reencarnação. Todo ser possuiria uma alma, ou atman, que se reencarnaria sucessivamente nas mais diversas formas, segundo a natureza dos atos praticados nas vidas anteriores, o karma. Essa cadeia de reencarnações – samsara – era considerada um mal a que o indivíduo devia escapar, recorrendo à fé nos deuses e brâmanes, seus representantes. No Vedanta se estabelece que a libertação desse ciclo ocorre quando atman se funde no brahman, e nas práticas indianas isso culmina nas práticas devocionais do tipo shivaíta ou de recitação dos nomes sagrados.

8. Por volta do século VI a.C., as regiões que hoje compõem a Índia entram num período de desenvolvimento material, com a formação de reinos que substituem as cidades-estado, fortalecendo o estado monárquico e criando uma atmosfera mais livre e aberta, que possibilitou o surgimento de uma série de pensadores que criticaram abertamente a ortodoxia bramânica e/ou pregaram novas idéias e sistemas.

9. Da casta dos Kshatryas surgiram ascetas, iogues, que pregavam doutrinas variadas, como as dos Jainistas e a doutrina dos Sankhyas, que pregava ser o mundo composto por dois princípios originais: o princípio inferior, Prakriti, a matéria, e o princípio espiritual. Não havia nenhum Brahman, apenas uma multidão de almas eternas presas nos grilhões da matéria, transmigrando infinitamente. A libertação viria pelas práticas ascéticas e pela meditação.

10. A idéia religiosa da Índia, de origem indo-iraniana e talvez também mesopotâmica, vê o seu centro de gravidade se deslocar do exterior para o interior; a aliança entre o homem e a divindade cede lugar à preocupação pessoal com o futuro da alma. Os inimigos que cumpria vencer estavam dentro, não fora. Os brâmanes não são mais necessários.

11. O Buda é o que mais bem sucedido foi na criação de um método de libertação e na formulação da Sabedoria que esse método revela. O Darma enquanto movimento religioso no começo só atraiu indivíduos heterodoxos, conquistados um a um, e só assumiu um caráter aberto de movimento de reforma quando o Buda morreu e passou a ser apresentado como uma emanação divina encarnada num personagem de prestígio inigualável. A lenda apoderou-se de sua vida terrestre, aparentou-a com os deuses existentes, e encheu-a de milagres, sendo só assim que a palavra do Perfeito logrou tocar as massas.

12. Do século VI a.C. ao século I d.C., o Buda era encarado como um Mestre, concebido como um grande homem, tendo a veneração popular se transformado em um culto ao Buda, e o Dhamma/Dharma vai se tornando afirmação doutrinária e interpretação escolástica, começando a surgir textualmente em páli, sânscrito e sânscrito híbrido budista. (v. pps. 15 a 19 do “Budismo” de Gard).

Notas da Aula 1 do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 22/03/2016

Prólogo

É possível um curso sobre o Budismo?

Uma aventura: trilhar os caminhos da prática.

A prática do Darma como expressão histórica de um ideal humano universal: atingir a liberdade na experiência da realidade tal qual ela é/somos.

Liberdade de que? Do que nos atrapalha a vida e na vida. O que nos impede de viver plenamente?

Perguntas, mais que respostas. Um caminho a construir.

Um curso significa um percurso. Uma escolha de temas, conceitos, uma elaboração de experiências.

Temos 25 séculos de caminho, centenas de culturas asiáticas e dezenas de línguas asiáticas, antes da chegada oficial no que costumamos chamar de Ocidente, pelo vício de colonizados.

Buda Sasana (scr. shasana) – ensinamento, doutrina, disciplina, religião – norma de vida, fé. Concepção theravada.

Dharma de Buda (p. Dhamma) – ensinamento de Buda. Concepção mahayana.

Chös (tibetano) – “a religião”
Visão ocidental – filosofia – preocupação humanista com o ato adequado baseado no conhecimento adequado
ou religião, devido à percepção da incorporação de crenças e práticas devocionais, rituais, em seu desenvolvimento institucional.

Filosofia/religião como conceitos ocidentais não aplicáveis – a prática do Darma é um modo de viver único, que se corporifica em conhecimento, ritual e ação. Traduz-se por uma disciplina e uma ética, manifestadas pelo corpo-mente unificado.

O preconceito contra a religião, a ciência como nova religião, a questão do não-saber como um dos fundamentos da prática. Religião como o conjunto de valores que se manifestam através dos rituais e práticas, corporificados nos praticantes, vasos do Darma para usar a expressão dos ancestrais zen. Veículos somos, portanto, “cavalos” do darma. Historinha dos cavalos.

Na versão cientificista – pragmática do capitalismo, você pode jogar fora a ética/disciplina budistas e ficar só com a mindfulness para ser feliz explorando e sendo explorado. É quando você chega na Wisdom 2.0, feira de meditações. E aí o Darma se torna algo antiquado como tudo que chamamos de religião nas culturas ocidentais hegemônicas.

O Darma é basicamente empírico – experiencial. Deste mundo, neste mundo. De cada ser senciente, de todos, em sua existência inter-relacional. Tudo é relativo – nada é essencial.

Onde começamos?

De onde estamos. De nossa condição presente e condicionada na vida. Como poderíamos começar de um ponto onde não estivéssemos?

Não precisamos acreditar em nada – budismo sem crenças, Stephen Batchelor.

Um parêntese: budismo 2.0

O Darma como investigação racional: citações pp.12 e 13 do Gard. Como tolerância: pp.13 e 14.

Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 22/03/2016

Aula e Seminário do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni

Aula 5

Seminário
Nesta semana não houve seminário em função do feriado da Páscoa.

Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 16 e 17/03/2016

21/03/2016

Aula e Seminário do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni

Aula 4

Seminário

Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 09 e 10/03/2016

04/03/2016

Aula e Seminário do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni

Aula 3

Seminário

Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 02 e 03/03/2016

Aula e Seminário do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni

Aula – Parte 1

Aula – Parte 2

Seminário

Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni – 24 e 25/02/2016

26/02/2016

Aula e Seminário do Curso de Introdução ao Darma de Buda Shakyamuni

Aula – Parte 1

Aula – Parte 2

Seminário

Meditação – Coração de Avalokitesvara

29/04/2014

Segunda meditação orientada no Sesshin da Páscoa 2014. Prática de compaixão.

Fala do Darma 3 – Sesshin da Pascoa 2014

Terceira fala do darma no Sesshin da Páscoa 2014.
Continuamos estudando o Shobogenzo.

Fala do Darma 2 – Sesshin da Páscoa 2014

Segunda fala do darma no sesshin da páscoa 2014.
Comentários sobre o Shobogenzo Genjo-koan.

Fala do Darma 1 – Sesshin da Páscoa 2014

Primeira fala do darma no sesshin da páscoa no Itororó 2014.
Orientação geral sobre a prática, sesshin e comentários sobre o Shobogenzo Bendowa (cap.1).

Orientação para o Zazen

28/04/2014

Zazen guiado, primeira meditação no sesshin da Páscoa 2014.

Zazen in English

18/04/2014

Zazen beginner’s orientation in English by monk Eido Soho from Eininji Temple in Rio de Janeiro, Brazil.

09 de Abril – Fala do Darma

09/04/2014

Intro sobre o Budismo Zen, a prática do zazen e as quatro nobres verdades.

Continuação do estudo do Guia do Caminho do Boddhisatva, autoria de Shantideva.

07 de Abril – Comentários

07/04/2014

Comentários do monge Eido Soho sobre a Fala do Darma de 02 de Abril de 2014.

02 de Abril – Fala do Darma

02/04/2014

Continuação do estudo do Guia do Caminho do Boddhisatva, autoria de Shantideva.
Leitura Rafael Teixeira, comentários Pema Chödrön.

Meditação sentada

24/03/2013

Meditação sentada, orientada pelo monge Eido Soho para iniciantes e praticantes avançados.

Meditação deitada

23/03/2013

Meditação sobre o próprio corpo, orientada pelo monge Eido Soho, indicada aos alunos e praticantes iniciantes.